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Ser Bruxa

por Morgance Dulac

A Bruxaria já foi respeitada por abranger a cura, o consolo, a fé, a esperança, a abundância, a formação e o crescimento. Enfim, todas as manifestações do que existe na Terra.

Tal imagem foi esterotipada na feiúra e na maldade, pois esta foi a forma de subordinar a humanidade aos interesses de poucos. Assim, a verdadeira Arte teve de ser escondida, protegida nos corações e mentes dos desafiantes à razão ascética.

Nos dias de hoje a Bruxaria consiste na luta pelo resgate do respeito à Mãe Terra, além do reconhecimento e respeito a esta. Respeito e desenvolvimento em todas as maneiras, isso tudo aliado ao engajamento necessário à recuperação e à preservação da natureza espontânea do mundo.

Feitiços e sortilégios continuam sendo meios de gozar a riqueza disponível em todos os lugares. A conexão e as celebrações à vida mantêm a essência dos ritos praticados nas sociedades matrifocais de muitos séculos atrás. O bem e o mal, a cura e a destruição, o egoísmo e o altruísmo permanecem expressões da espécio humana. O uso dos instrumentos com sabedoria também.

Na verdade, a ética como parte essencial do acesso ao poder é o que vem diferenciando as verdadeira bruxas daqueles que tratam o solo divino feito um grande palco teatral. Eis o reconhecimento da neo-bruxaria. O resto é a natural conseqüência das ações cometidas.

Conhecimentos amplos: um grande poder requer uma enorme responsabilidade.

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